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Acordo a vida
nas palavras que escrevo
retirando de mim luas frias,
praias desérticas, jardins sem luz
Trago o cal das manhãs
nas linhas do horizonte,
o sal do sol, a proa dos barcos,
as longas cordilheiras de ferro
na costa do Atlântico
Deito-me nos degraus do tempo
sob a chuva que se abre em leque,
escutando a vida num violino solitário
e minha alma repousa submissa
propagando-se nas últimas lâminas
do crepúsculo celestial.
Conceição Bentes
15/05/09
Poema dedicado ao poeta Marçal Filho
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