sexta-feira, 3 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Estrela e a Poesia

terça-feira, 30 de junho de 2009
Decifre-me

Sinto-me deusa
diante da vida,
solucionando enigmas
que me afligem
Respostas turbulentas
invadem minha mente
de maneira eloqüente
lembrando que sou
o segredo de uma existência
Meu crescimento é necessário
pois a queda é inevitável,
a descida é obtusa
desorientando minh’alma confusa
Da energia sou a cor plena,
o anseio da paz que acalma
o afago do carinho encontrado
o não saber do percurso caminhado.
Conceição Bentes
30/06/09
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Reflexões

Descaso,
passageira chama
de intensidade regulável
ao rabiscar versos livres
num decifrável dialeto
Desconcertante,
é perceber o barulho do silêncio,
na aflição constatada
do desconexo da tua alma
Adeus,
dualidade intrínseca
que machuca ouvidos
e alivia corações,
desatando laços já partidos
soando indiferente
na mais bela canção
Conceição Bentes
28/06/09
passageira chama
de intensidade regulável
ao rabiscar versos livres
num decifrável dialeto
Desconcertante,
é perceber o barulho do silêncio,
na aflição constatada
do desconexo da tua alma
Adeus,
dualidade intrínseca
que machuca ouvidos
e alivia corações,
desatando laços já partidos
soando indiferente
na mais bela canção
Conceição Bentes
28/06/09
domingo, 28 de junho de 2009
Simbólica
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Doação
A quem doar as manhãs
de corolas rubras,
o sal de muitas chuvas,
os encantos do céu final?
Qual praia ancoro a nau
se sempre retorno a ti
num sonho rodeado de círios
entre amor, paz e lírios?
São esses os momentos
deixados aqui,
quando decidiste partir
para espaços desiguais.
Conceição Bentes
26/06/09
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Concisa

Olhos que passam sem ver
vidas que morrem pra renascer
vivem sortilégios da verdade
que valseiam nos ares
iluminando "luares"
Pelas esquinas do mundo
em cada piso, em cada chão
levam rostos perdidos
marcados na contradição
Do romantismo saudoso
passo a pensar e viver,
um estado libertário
dispersivo e pesaroso,
esse é meu novo proceder
Conceição Bentes
24/06/09
terça-feira, 23 de junho de 2009
Sonhos aparentes
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Juramento
Prometo que serei
o tempo a estilhaçar-se
nas tuas mãos,
tendo teu silêncio
a minha volta
Hei de ser
os olhos fechados
ou a curva indecisa na noite
Serei a própria noite a te embalar
até que a manhã te leve
e adormeças longe de mim
Conceição Bentes
22/06/09
domingo, 21 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Codificas o amor
Tua palavra é código
que sai e queima meus ouvidos,
teus gestos me convergem
a templos antigos
onde cultuo deuses invisíveis
Teu amor tem sua hora
como a claridade do dia
na face lírica das águas
na madrugada da fantasia
Codificas o tempo maior,
translúcido na penumbra da noite,
em cada palavra de riso
em cada signo de verbo
em cada lágrima de delírio
Conceição Bentes
16/06/09
Ensaio
Travessia

Vidros que separam,
são os mesmos que trazem à contraluz,
o perfil delineado e marcado
do difuso tom da tua imagem
Na inefável neblina,
um vôo vapor esculpe
tua voz na escala modal
entoando tua chegada
Teu olhar impreciso
direciona-me às reentrâncias
do teu silêncio
deixando um sopro leve,
imperceptível no afã da vida
Conceição Bentes
13/06/09
Jornada da alma
Começo minha busca pelo coração
domesticando a natureza brusca,
lapidando o instinto
racionalizando o erro cometido
Averiguo passos em falso
abstendo-me do deslaço,
devolvendo amor para o descaso.
É a evolução do ser que se dá,
na renovação que se confirma,
nessa busca infinda do caminho da paz.
Conceição Bentes
12/06/09
Inúteis versos
Não são teus os versos meus.
Eles perderam-se no tempo
depreciados nas páginas corroídas,
esquecidos, sem rimas, nem métricas
São afastados da dialética,
não fazem parte das histórias,
sussurram sílabas lentas,
melancólicas e adormecidas
Apenas são lidos
como quem lê o orvalho
ou coisas que nunca foram escritas
Conceição Bentes
11/06/09
O meu comum

O meu comum
não é comum,
é errado quando regulado pelo instinto
No espírito,
tenho desejo chave
Da magia,
a fase de um perfeito encanto
Escondo segredos em nomes incertos
adentrando mistérios
multiplicando imagens
num tranqüilo acontecer
Neste lamento,
contento-me em conter
meu descontentamento
e a minha luta me eterniza
lavrando a alma livre e concisa
Conceição Bentes
10/06/09
Cabocla

És guardiã da mata,
lançando-te contra a ganância
da exploração arbitrária
Tua lança não mata o agente
mas, extermina a ação
pelo bem da salvação
Misturas ervas e fé
curando o mal da destruição
e conhecendo as leis,
dominas a essência da vida
Lutas sem derrame de sangue,
limpas o frio que consome,
retiras a sombra que mata
o verde da mata e de um coração
Conceição Bentes
09/06/09
Alegrias antigas

Tenho saudade do tempo
em que as verdades eram ditas
que podia ser franca
sem prantos provocar
Sinto falta dos momentos sinceros
quando servi de suporte
aos soluços abruptos
Queria ter a ilusão
transfigurada em realidade,
a perfeição incompleta
transformando traços soltos
em figuras perfeitas.
Conceição Bentes
07/06/09
Meus ocasos

Meus olhos gravitam como sóis
iluminando universos
pautados por planetas em sustenido
e estrelas em bemóis
Ainda que inexistissem luzes,
fosse noite absoluta
e o tempo sofresse lapsos
momentâneos,
auroras noturnas me chegariam
nos ritmos deslizantes
da música do vento,
trazendo poemas diuturnos
ressuscitados nos meus ocasos.
Conceição Bentes
02/06/09
Rascunho de sonhos
Indagações
Procuro a vida sem preconceitos
gentes iguais, diferenças nenhuma
Quero no lago da vida
matar a sede do meu grito caduco
que ecoa pelo universo
em busca dos sonhos antigos
Indago pelos segredos,
falo do meu amor
brindo aos sentimentos
do lado escuro de mim
Conceição Bentes
29/05/09
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Desamparo
Como se não bastasse
a terra sem memória,
as chuvas aqui vêem beber
nossa incredulidade
Ninguém olha o que se dessedenta
entre oceanos tracionados
nos azuis dos trópicos
deixando o tempo no desamparo
Os céus desabam no alvor
do amanhecer atordoado,
arrastando-se pelo cenário
calcinado e rude
onde o mar se ajoelha e rebate
mas nunca se apura.
Conceição Bentes
27/05/09
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